Praticagem auxilia salvamento no Amapá

Uma pequena embarcação com três tripulantes virou durante a travessia do fundeadouro de Fazendinha deixando uma vítima, no último domingo (30/6), no Amapá.

Os gritos e pedidos de socorro dos sobreviventes foram ouvidos pelo prático Leônidas Craveiro da Silva, a bordo do navio Three Saskian subindo o Rio Amazonas, que acionou a estação de praticagem Atalaia informando a posição do acidente. O resgate foi realizado por marinheiros da Unipilot e Nortepilot.

O Presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Ricardo Falcão, afirma que a qualificação profissional dos práticos e atenção a todos os detalhes e acontecimentos das zonas portuárias tem grande colaboração para o sucesso dos resgates. “Além de garantir a condução segura de navios nos portos marítimos e estuários dos rios, os práticos tem ainda a importante missão de cooperar com os serviços de socorro e salvamento marítimo, o que engrandece ainda mais a nossa profissão”.

Acidente revela riscos na atividade do prático

Um acidente provocou a interrupção da fase de qualificação de um praticante de prático em Santos, na noite da última sexta-feira, quando desembarcava do navio NT “Lavras” Para para evitar uma queda na lancha ou no mar, o praticante sustentou o peso do corpo em um só braço, o que resultou em ruptura distal do bíceps.

O profissional foi submetido a uma cirurgia que o afastará durante dois ou três meses do estágio de qualificação necessária para a habilitação de prático, processo que leva de um a dois anos e que demanda a execução de 660 manobras. Segundo o presidente da Praticagem de São Paulo, Paulo Barbosa, ocorrem de 2 a 3 mortes acidentais de prático anualmente no mundo, além de casos de ferimentos graves.

“Acidentes como este, infelizmente, acontecem e são riscos que o prático corre no exercício de sua atividade. Engana-se quem pensa que a praticagem é um trabalho leve e tranquilo. O prático não escolhe hora, condições de mar e climáticas para manobrar. Tem de encarar muitas situações adversas, de alto risco para garantir a segurança da operação e, consequentemente, do Porto, das embarcações e das pessoas ”, comentou Paulo Sérgio Barbosa.

Feitas de corda, com degraus em madeira, as escadas quebra-peito são utilizadas mundialmente pelo práticos e profissionais que vistoriam navios. Situada no costado do navio, não é fixa, surgindo daí o nome de quebra-peito: num movimento mais brusco, pode jogar o prático contra o costado do navio.

“Já houve casos de a escada se soltar ou ter seus cabos partidos e o prático ser lançado na água com a escada por cima”, contou Paulo Sérgio Barbosa. “Nosso risco aumenta muito quando a escada é mal conservada, o que ocorre com certa frequência”.

Fonte: Lu Fernandes Comunicação

Ponte atrapalha uso de terminal de passageiros em Natal


O governo federal gastou R$ 72,5 milhões para construir o Terminal Marítimo de Natal especialmente para a Copa do Mundo. A ideia era que cruzeiros com torcedores vindos do México e Estados Unidos atracassem no Rio Grande do Norte para os jogos. Mas o projeto não previu um detalhe: a ponte Newton Navarro, construída em 2007, impede a passagem de navios de grande porte.

Omissões de portos, THC e praticagem: Somos bobos?



No meio da navegação existe uma história muito interessante: Um armador estava com problemas no seu navio, pois o motor principal não ligava. Como o dia de um navio parado é tratado como “custo irrecuperável”, o problema representava um grande prejuízo para a empresa de navegação, sem falar nos compromissos de escalas em outros portos que não poderiam ser honrados.  

O armador, para corrigir o problema, chamou três empresas especializadas em motores de navios, que não conseguiram encontrar solução.  Em todas as tentativas mal sucedidas o armador gastou verdadeiras fortunas, pois os profissionais foram deslocados de outros países para atender o navio. Já em desespero, o armador mandou chamar um Engenheiro Naval, sua última opção.  O Engenheiro chegou ao navio, pediu a planta do projeto, fez uma análise minuciosa e pediu ao Comandante que providenciasse um grande martelo de borracha.

Então, com o martelo de borracha em suas mãos, o engenheiro começou a andar pelas tubulações dos navios e em algumas bem pontuais começou a dar marteladas e mais marteladas. Assim que acabou de martelar as tubulações o Engenheiro pediu ao Comandante que virasse o motor. Com alegria, viu o motor funcionar.

Na hora de acertar a remuneração do seu serviço, o engenheiro lançou uma fatura de 1 milhão de dólares. O armador assustado perguntou: eu vou pagar tudo isso por conta de algumas marteladas? O engenheiro respondeu: Pelas marteladas você pagará 10 dólares, e o restante é pela solução do problema que foi obtida através da minha experiência e por tudo aquilo que estudei e investi. Além do mais você não está considerando que eu ainda identifiquei uma falha no projeto que causa o entupimento da tubulação e consequentemente o não funcionamento do motor. 

Práticos e armadores internacionais fazem acordo visando segurança marítima

Acordo assinado em Nova York legitima o serviço brasileiro de praticagem e pode contribuir para o fortalecimento do setor, segundo o presidente do Conapra, Ricardo Falcão.
O Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) e a Federação Nacional de Práticos (Fenapraticos) acabam de assinar acordo de cooperação internacional para garantir mais transparência, segurança e eficiência nos portos no que diz respeito às operações de atracar e desatracar navios. Apesar do serviço no Brasil ser um dos mais seguros do mundo, com um percentual de apenas 0,002% em número de acidentes, o acordo internacional legitima o serviço brasileiro e pode contribuir para o fortalecimento do setor, segundo o presidente do Conapra, Ricardo Falcão.

Sem manutenção, portos limitam entrada de navios


O investimento bilionário feito pelo governo federal nos últimos anos não foi capaz de ampliar a capacidade da maioria dos portos para receber a nova geração de navios. Sem manutenção adequada, alguns portos já perderam o ganho obtido com a dragagem de aprofundamento, que custou R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos, segundo dados da Secretaria de Portos (SEP).

Cada um centímetro perdido na profundidade do canal significa deixar de carregar, por exemplo, oito contêineres (ou R$ 24 mil) por navio. Quanto maior a profundidade de um porto, maior é o tamanho das embarcações que podem atracar nele - ou seja, mais produtos podem ser carregados numa única viagem e menor tende a ser o custo logístico.